"Vai, minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser.
Diz-lhe numa prece que ela regresse porque eu não posso mais sofrer.
Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz,
não há beleza, é só tristeza
e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai.
Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda, que coisa louca,
pois há menos peixinhos a nadar no mar
do que os beijinhos que eu darei na sua boca.
Dentro dos meus braços, os abraços hão de ser milhões de abraços.
Apertado, assim. Colado, assim. Calado, assim.
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim,
que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim."
Diz-lhe numa prece que ela regresse porque eu não posso mais sofrer.
Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz,
não há beleza, é só tristeza
e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai.
Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda, que coisa louca,
pois há menos peixinhos a nadar no mar
do que os beijinhos que eu darei na sua boca.
Dentro dos meus braços, os abraços hão de ser milhões de abraços.
Apertado, assim. Colado, assim. Calado, assim.
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim,
que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim."
Chega de Saudade. Vinícius de Moraes e Tom Jobim, 1958
Vinícius é emoção, poesia, melodia. Consagrado como grandioso poeta brasileiro, sua genialidade artística faz da sua poesia, música, e ajuda a abrir alas para que a Bossa Nova e seus representantes viessem com tudo na década de 50. Além de todos os atributos já citados, a arte deve também estabelecer conexões com o seu semelhante. Um brinde aos que utilizam de seus dons, de maneira criativa, para desenvolver "links" artísticos e culturais.